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Existe um número apreciável de crianças
portadoras de variados tipos de deficiências visuais, que são
de algum modo prejudicadas pela falta de encaminhamento especializado,
seja pelos pais ou responsáveis, seja por profissionais de saúde.
Estas crianças são tratadas como "cegos", afastadas
do convívio com outras crianças normais e, mesmo da sociedade,
atrofiando, portanto, o seu desenvolvimento intelecto-social.
Desta forma, queremos alertar os interessados para alguns
sinais ou sintomas que são indicativos de deficiências visuais,
detectáveis às vezes até no nascimento e que possibilitarão
um breve encaminhamento dessas crianças a um centro especializado
em atendimento de pacientes de baixa visão, o que dará margem
a um tratamento adequado, (clínico ou cirúrgico), ou uso
de recursos ópticos especiais.
Assim essas crianças terão a chance de frequentar
escolas normais, e a participar de modo efetivo do convívio social,
tornando-se no futuro, adultos produtivos e, não eternos deficientes
visuais, onerando sobremodo a nação, além de limitar
as atividades sociais da família, reduzindo a qualidade de vida
global.
O que se deve observar:
Lacrimejamento, aversão à luz (fotofobia)
Mancha branca no olho (leucocoria)
Opacificação da córnea (leucoma)
Redução do tamanho do globo ocular (buftalmo)
Grande dilatação pupilar (midríase)
Tremor ocular (nistagmo)
Olho torto (estrabismo)
· Necessidade de grande aproximação dos objetos
para uma melhor visão
Com estes cuidados, decorrentes da simples observação
ou após exame médico, poder-se-ão evitar a progressão
ou diminuição dos efeitos de algumas patologias mais frequentes,
tais como:
Glaucoma congênito
Catarata congênita
Retinoblastoma
Fibroplasia retro-lental
Atrofia do nervo óptico
Alta miopia
Alta miopia
Ambliopia
Toxoplasmose congênita ou adquirida

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