OS CINCO SENTIDOS
1- Tátil - Cinestésico
Na ausência da visão, as
informações mais completas e confiáveis são obtidas através do sentido tátil - cinestésico. O tato associado à cinestesia, às sensações térmicas e à percepção básica
permite à criança deficiente visual o reconhecimento, a localização e a
discriminação do seu corpo e dos objetos que a cercam, estabelecendo, assim,
uma efetiva interação com o seu meio.
2- Audição
Os estímulos sonoros são uma das
principais fontes de contato com o ambiente; por isso a estimulação auditiva
deverá ser realizada associando-se o som ao seu respectivo significado, a fim
de evitar respostas repetitivas e automatizadas, tão prejudiciais à utilização
da informação auditiva como meio de aprendizagem. A audição é um sentido de
extrema importância para a pessoa cega porque através da localização e
discriminação dos sons ela seleciona pistas e pontos de referência que irão
facilitar a sua orientação e mobilidade.
3- Olfato
Desde cedo, a criança deficiente
visual deverá ser orientada a desenvolver e utilizar ao máximo o sentido do
olfato. A identificação, discriminação e localização de odores variados
(alimentos, remédios, flores e outros) permitem ao deficiente visual maior
domínio do ambiente, facilitando o reconhecimento de farmácias, restaurantes,
etc., bem como prevenindo situações de risco - cheiro de gás gasolina, fumaça,
queimado, dentre outros.
4- Paladar
O paladar é também um sentido
importante para o desenvolvimento global da criança cega. A percepção gustativa
lhe permite reconhecer, discriminar e selecionar alimentos com os principais
sabores: doce, amargo, salgado, ácido e outros.
5- Visão Residual
Havendo indícios de que a criança
possui alguma visão subnormal, deverá ser imediatamente desenvolvido um
programa de estimulação visual, de forma integrada às demais funções:
sensório-motoras, cognitivas, psico-afetivas e
sociais. Assim, a criança será motivada a usar o resíduo visual com eficiência
nas atividades lúdicas, de vida diária e na locomoção, garantindo, futuramente
a sua autonomia, independência e adequação social.
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